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TODO MUNDO JUNTO MISTURADO ATÉ O FINAL
 


Eu por mim mesma (Vamos ver o que sai, deu vontade de escrivinhá e cá estou...rs)

Cansei...

Cansei da ladainha alheia a meu respeito!

Terá sido pelo meu par de peitos?

Ou a cor de carne vibrante nos meus beiços?

Quer saber? Isso já não importa, simplesmente viro e dou as costas.

Juro que não vou mais lamuriar, também quem mandou levantar a bandeira de que nasci mesmo foi pra incomodar?

Acho genial o que pode render numa "saudável" conversa imoral, mas vamos combinar? Não conte isso a ninguém, vai saber se não é ilegal?

Eu poderia ser a perfeita moça direita, mais acho chato demais deixar de usar a malícia que me enfeita.

Pois é, sou fogo na roupa e se me der na telha me torno aquela que te rouba. Calma aí, também não precisa se precaver tanto sei que não és nenhum santo, te provo isso te levando pra um canto.

Tem dias que me torno fã da pessoa refletida no espelho e outras vezes arrepia e me enche de medo.

Gosto dos sons do passado, da melancólica nostalgia dos tempos rebeldes em que se podia "quase tudo" sem ser pecado pesado. Pecado não vai, só coisa de menina quase mulher que se arrisca no desconhecido se jogando ao que lhe atrai.

Hoje faço valer a pena cada dia amanhecido e se pensam que isso advém dos frutos dos acertos estão enganados, sou o que sou pelos erros nas apostas do que era por deveras reprimido.

Eu gosto do que me tornei, agora quero ir muito mais além e rezo pra que os anjos digam amém.

Que seja sempre primavera forrando as ruas de flores, com brisa fresca e entardeceres de encher os olhos fazendo-me esquecer das dores.

O que mais eu posso esperar? Talvez rir mais, quem sabe até mesmo roubar corações... Ah sei lá, acho que quero mesmo os momentos que me façam perder o ar...

Eu quero mais é ter conversinhas moles e cheias de psicologia de boteco.

Quero um camisetão branco, o mar de cenário e nos pés um par de chinelos.

Venha , me arranque sorrisos, me faça viajar na maionese, me dê uma dura se eu rir alto demais, mas não esqueça de emprestar o lenço se eu também chorar.

A vida é sublime, e ela vai ter o gosto que você der a ela. Vira e mexe eu pego uma escadinha subo seus degraus e apanho os potinhos que estão nas prateleiras da minha dispensa... Ah não dá outra, eu uso, abuso e me lambuzo dos temperos, nada de escassez. Hoje confesso que tenho usado menos pimenta... o mel é a bola da vez.

E como dizem os poetas (Ana Carolina e Seu Jorge): "...É isso aí..."

 

Um beijo, um abraço e um aperto de mão...



Escrito por Elaine Beiçola às 10h26
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Estou de volta pessoas queridas...

Um beijo, um abraço e um aperto de mão... 

 



Escrito por Elaine Beiçola às 13h46
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Olá pessoas queridas!

É ele chegou!

E junto com ele aquela sensação gostosa de que coisas agradáveis nos esperam...

Adoro quando ele chega, fico desejando que se materialize o que está no meu imaginário... Ops... (cala-te boca!).

Saudemos a chegada do esperado FINAL DE SEMANA.

Que ele seja pintado com as cores que mais gostamos. O meu terá as cores do arco-íris...

 

Um beijo, um abraço e um aperto de mão... 

 

 



Escrito por Elaine Beiçola às 12h25
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Olá pessoas queridas!

Segue um texto que escrevi ontem antes de jogar meu corpo na cama em busca de sonhos bons.

 

COMO ASSIM?

Como se atreve?

Quem é você afinal?

Você que chega pulando muros, arrebentando portas e se instalando no interior sem ao menos fazer barulho?

Não se faça de desentendida, não se esconda entre os escombros, apareça, saia das sombras do meu eu.

O que está acontecendo que não consigo correr de você? Me largue, me deixe, me esqueça, suma daqui!

Eu não a convidei para se alojar em meus aposentos, você marca por onde passa, deixa estragos, mágoas e incertezas, definitavamente eu não quero você aqui.

Eu que só queria ficar no meu canto um pouquinho, não imaginava que esse era o passaporte para que você chegasse no meu mundo particular.

Por favor me escute.

Como assim? Não vire as costas pra mim, solte essas algemas que nos une, estou sufocada com isso tudo.

Você me fragilizou fiquei vulnerável a ter um coração macerado pelos meus maiores medos.

Medo de não ser a primeira pessoa a surgir no pensamento de alguém especial.

Medo de não mais sentir aquele friozinho na barriga quando ele aparecer de repente.

Medo de ter vergonha de sair com o meu par de mãos dadas pelas ruas, tomando sorvete rumo ao parque de diversões com a necessidade de sentir derretendo na boca aquele algodão doce cor-de-rosa.

Medo de perder a crença no amor eterno de alguns instantes felizes.

Tudo bem, confesso que não foi de todo ruim essa nossa relação, com ela aprendi a valorizar a beleza de um sorriso gratuito ofertado por quem verdadeiramente me quer bem.

Aprendi a ver a pureza dos sentimentos alheios em seus olhares marejados e cheios de estrelinhas cadentes.

Aprendi a passar o calor do meu corpo num abraço de expremer a espinha nos momentos que eu precisava disso.

Hoje não podemos nos enganar, nossa relação acabou e você já pode ir embora.

Adeus SOLIDÃO...

Sei que ainda nos encontraremos, sei que você virá numa tarde ociosa em que a chuva escorre pela vidraça e na vitrola aquela canção da Vanessa da Mata.

Sem dúvida alguma, buscarei mais Sol para minhas tardes ...

 

Um beijo, um abraço e um aperto de mão...

 

 

 



Escrito por Elaine Beiçola às 09h33
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Olá pessoas queridas!

Hoje acordei com um puta tesão em escrever algo que pudesse expressar o meu momento, masturbei a mente em busca de uma ejaculação de idéias e tudo que obtive foi um coito interrompido. Deixo um texto da maravilhosa Elisa Lucinda por quem tenho grande admiração. Desejo que apreciem.

 

De Elisa Lucinda
No elevador do filho de Deus

A gente tem que morrer tantas vezes durante a vida
Que eu já tô ficando craque em ressurreição.
Bobeou eu tô morrendo
Na minha extrema pulsão
Na minha extrema-unção
Na minha extrema menção
de acordar viva todo dia
Há dores que sinceramente eu não resolvo
sinceramente sucumbo
Há nós que não dissolvo
e me torno moribundo de doer daquele corte
do haver sangramento e forte
que vem no mesmo malote das coisas queridas
Vem dentro dos amores
dentro das perdas de coisas antes possuídas
dentro das alegrias havidas

Há porradas que não tem saída
há um monte de "não era isso que eu queria"
Outro dia, acabei de morrer
depois de uma crise sobre o existencialismo
3º mundo, ideologia e inflação...
E quando penso que não
me vejo ressurgida no banheiro
feito punheteiro de chuveiro
Sem cor, sem fala
nem informática nem cabala
eu era uma espécie de Lázara
poeta ressucitada
passaporte sem mala
com destino de nada!

A gente tem que morrer tantas vezes durante a vida
ensaiar mil vezes a séria despedida
a morte real do gastamento do corpo
a coisa mal resolvida
daquela morte florida
cheia de pêsames nos ombros dos parentes chorosos
cheio do sorriso culpado dos inimigos invejosos
que já to ficando especialista em renascimento

Hoje, praticamente, eu morro quando quero:
às vezes só porque não foi um bom desfecho
ou porque eu não concordo
Ou uma bela puxada no tapete
ou porque eu mesma me enrolo
Não dá outra: tiro o chinelo...
E dou uma morrida!
Não atendo telefone, campainha...
Fico aí camisolenta em estado de éter
nem zangada, nem histérica, nem puta da vida!
Tô nocauteada, tô morrida!

Morte cotidiana é boa porque além de ser uma pausa
não tem aquela ansiedade para entrar em cena
É uma espécie de venda
uma espécie de encomenda que a gente faz
pra ter depois ter um produto com maior resistência
onde a gente se recolhe (e quem não assume nega)
e fica feito a justiça: cega
Depois acorda bela
corta os cabelos
muda a maquiagem
reinventa modelos
reencontra os amigos que fazem a velha e merecida
pergunta ao teu eu: "Onde cê tava? Tava sumida, morreu?"
E a gente com aquela cara de fantasma moderno,
de expersona falida:
- Não, tava só deprimida.

 Salve Elisa!

Um beijo, um abraço e um aperto de mão...

 



Escrito por Elaine Beiçola às 14h19
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TODO MUNDO JUNTO MISTURADO ATÉ O FINAL

Nossa! É com imensurável prazer que me estabeleço nesse caldeirão gigante onde borbulham variados ingredientes, do insano ao brega, da política as tele-novelas, do moderno ao retrô, dos experts aos leigos que se arriscam assim como eu.

Já estou me divertindo com a novidade.

Não posso deixar de informar-lhes que sou apenas uma menina-moça-mulher extremamente viciada em GENTE! Não tenho o nível cultural como a maioria por aqui, a única faculdade que já pós graduei e estou em fase de mestrado é a faculdade da vida. Clichê essa frase anterior? Pode apostar.

Sou clichê, romantica, brega, estabanada, séria, louca, misteriosa, acessível, difícil, amiga incondicional, chata (no nível mais elevado de uma TPM), inimiga jamais, solteira, disponível (avulsa não!), religiosa (mas não sou beata), intensa, palhaça, indecisa (aff...), enérgica, manteiga derretida, escassa de docilidade (um dia ainda serei mais doce que doce de batata doce). Hoje estou a procura de um martelinho bem resistente pra começar a quebrar a muralha que ergui tijolo a tijolo em torno de mim mesma (eu ei de derrubá-la).

Pronto! Chega de falar de mim, já coloquei a cara a tapa e sei que serei invadida, mas não se preocupem pessoas queridas.... a recíproca será verdadeira.

Pra finalizar deixo um pensamento que me veio a mente ontem a noite enquanto estava a transponir o caos urbano com a urgência de relaxar as tensões musculares numa ducha de água quente.

... Como não ficar extasiada ao ver que a evolução dos homo sapiens tem caminhado a passos largos? Afinal de contas ainda estamos no século XXI...

 Um beijo, um abraço e um aperto de mão...

 



Escrito por Elaine Beiçola às 11h16
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