Olá pessoas queridas! Segue um texto que escrevi ontem antes de jogar meu corpo na cama em busca de sonhos bons. COMO ASSIM? Como se atreve? Quem é você afinal? Você que chega pulando muros, arrebentando portas e se instalando no interior sem ao menos fazer barulho? Não se faça de desentendida, não se esconda entre os escombros, apareça, saia das sombras do meu eu. O que está acontecendo que não consigo correr de você? Me largue, me deixe, me esqueça, suma daqui! Eu não a convidei para se alojar em meus aposentos, você marca por onde passa, deixa estragos, mágoas e incertezas, definitavamente eu não quero você aqui. Eu que só queria ficar no meu canto um pouquinho, não imaginava que esse era o passaporte para que você chegasse no meu mundo particular. Por favor me escute. Como assim? Não vire as costas pra mim, solte essas algemas que nos une, estou sufocada com isso tudo. Você me fragilizou fiquei vulnerável a ter um coração macerado pelos meus maiores medos. Medo de não ser a primeira pessoa a surgir no pensamento de alguém especial. Medo de não mais sentir aquele friozinho na barriga quando ele aparecer de repente. Medo de ter vergonha de sair com o meu par de mãos dadas pelas ruas, tomando sorvete rumo ao parque de diversões com a necessidade de sentir derretendo na boca aquele algodão doce cor-de-rosa. Medo de perder a crença no amor eterno de alguns instantes felizes. Tudo bem, confesso que não foi de todo ruim essa nossa relação, com ela aprendi a valorizar a beleza de um sorriso gratuito ofertado por quem verdadeiramente me quer bem. Aprendi a ver a pureza dos sentimentos alheios em seus olhares marejados e cheios de estrelinhas cadentes. Aprendi a passar o calor do meu corpo num abraço de expremer a espinha nos momentos que eu precisava disso. Hoje não podemos nos enganar, nossa relação acabou e você já pode ir embora. Adeus SOLIDÃO... Sei que ainda nos encontraremos, sei que você virá numa tarde ociosa em que a chuva escorre pela vidraça e na vitrola aquela canção da Vanessa da Mata. Sem dúvida alguma, buscarei mais Sol para minhas tardes ... Um beijo, um abraço e um aperto de mão...
Escrito por Elaine Beiçola às 09h33
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Olá pessoas queridas!
Hoje acordei com um puta tesão em escrever algo que pudesse expressar o meu momento, masturbei a mente em busca de uma ejaculação de idéias e tudo que obtive foi um coito interrompido. Deixo um texto da maravilhosa Elisa Lucinda por quem tenho grande admiração. Desejo que apreciem.
De Elisa Lucinda No elevador do filho de Deus
A gente tem que morrer tantas vezes durante a vida Que eu já tô ficando craque em ressurreição. Bobeou eu tô morrendo Na minha extrema pulsão Na minha extrema-unção Na minha extrema menção de acordar viva todo dia Há dores que sinceramente eu não resolvo sinceramente sucumbo Há nós que não dissolvo e me torno moribundo de doer daquele corte do haver sangramento e forte que vem no mesmo malote das coisas queridas Vem dentro dos amores dentro das perdas de coisas antes possuídas dentro das alegrias havidas
Há porradas que não tem saída há um monte de "não era isso que eu queria" Outro dia, acabei de morrer depois de uma crise sobre o existencialismo 3º mundo, ideologia e inflação... E quando penso que não me vejo ressurgida no banheiro feito punheteiro de chuveiro Sem cor, sem fala nem informática nem cabala eu era uma espécie de Lázara poeta ressucitada passaporte sem mala com destino de nada!
A gente tem que morrer tantas vezes durante a vida ensaiar mil vezes a séria despedida a morte real do gastamento do corpo a coisa mal resolvida daquela morte florida cheia de pêsames nos ombros dos parentes chorosos cheio do sorriso culpado dos inimigos invejosos que já to ficando especialista em renascimento
Hoje, praticamente, eu morro quando quero: às vezes só porque não foi um bom desfecho ou porque eu não concordo Ou uma bela puxada no tapete ou porque eu mesma me enrolo Não dá outra: tiro o chinelo... E dou uma morrida! Não atendo telefone, campainha... Fico aí camisolenta em estado de éter nem zangada, nem histérica, nem puta da vida! Tô nocauteada, tô morrida!
Morte cotidiana é boa porque além de ser uma pausa não tem aquela ansiedade para entrar em cena É uma espécie de venda uma espécie de encomenda que a gente faz pra ter depois ter um produto com maior resistência onde a gente se recolhe (e quem não assume nega) e fica feito a justiça: cega Depois acorda bela corta os cabelos muda a maquiagem reinventa modelos reencontra os amigos que fazem a velha e merecida pergunta ao teu eu: "Onde cê tava? Tava sumida, morreu?" E a gente com aquela cara de fantasma moderno, de expersona falida: - Não, tava só deprimida.
Salve Elisa!
Um beijo, um abraço e um aperto de mão...
Escrito por Elaine Beiçola às 14h19
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